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Posts com Tag ‘Salvador’

É, carnaval está complicado, colega.

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A cantora baiana, Gal Costa, “largou o doce” no twitter e chamou seus conterrâneos de preguiçosos;
“Como na Bahia as pessoas são preguiçosas! Técnico do ar-condicionado não pode terminar o trabalho por que está com dor de cabeça. Essa é a Bahia!”

MINHA FILHA, você quer o quê? O carnaval está chegando, precisamos de descanso, ora!

Um seguidor criticou a postura da cantora, que se defendeu dizendo ser realidade, e não racismo.
“Não é racismo, meu filho, é realidade!”.
Em seguida, a cantora encerrou o assunto.
“Gente, chega! Acabou o assunto da preguiça. Não se pode falar nada aqui que tudo vira polemica. Sou baiana e falo por que posso. Vou sair. Tchau.”

Depois disso ela saiu para descansar, porque postar no twitter dá um sono…

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Passando a data ápice do capitalismo, e chegando a data máster da hipocrisia; ano novo. Onde todos vão mudar, emagrecer, enriquecer e amar mais. Balela! Fala sério! Tudo baratíno, como dizem aqui em Salvador, BA-RA-TI-NÔ!
Puro gogó.
É todo ano sempre a mesma coisa, tem todo aquele papo de superstição, aquele monte de pai-de-santo pela rua, usando branco em tudo, dando pulinho na praia e abrindo sidra, uma pobreza só!
O mais engraçado é quando alguém não está de branco e você pode saber tudo que se passa na vida dela; ou seja, se você ver uma mulher, por exemplo, de vermelho, está encalhada! Amarelo, “o bicho ta pegando”. E por aí vai. Fora aquela viadagem de sempre, que a Globo todo ano nos mostra.
Mas, contudo, boas festas e feliz ano novo a todos.
Já que só ano que vem nos falaremos de novo,
abraço a todos, e até 2011.
Jaqueline Lucchesi

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Com essa aba de eventos sociais que o verão ocasiona, e a Bahia promove, vêm as pestes que assolam nossa capital quando os termômetros começar a suar; turistas.
O maior terror da minha vida…
(Posts sobre gringos)
Daqui a pouco nossa cidade, tão colorida, tão cheia de vida e velha ao mesmo tempo, será tomada por indivíduos branquelos e sem sal, com suas armas máquinas fotográficas e estômagos langorosos, que malmente aguentam a salada de um acarajé. Para quem não sabe – nacionalmente falando – a Bahia é o destino preferido para férias dos brasileiros.
Caso o turista não seja internacional, será algum carioca ou sulista que fala mal da gente o ano todo, mas não resiste ao nosso verão, ao nosso carnaval, ao nosso sol.
E aí começa a disputa; quem consegue mais baiano para tirar foto.
Tem coisa mais chata do que estar lá, curtindo sua praia, uma Skolzinha, sua farofa (já que não temos mais barracas), e ter que aguentar um “tiozão” com um tanque de guerra, que ele insiste em chamar de “barriga”, para fora, mandando os filhos tomarem cuidado e passar protetor, reclamando de tudo: da areia quente, da água salgada, dos ambulantes, das mulheres feias, dos preços. Eles sempre acharão tudo caro, não importa que preço seja, e sempre acharão que estão sendo roubados, é certo! Fora aquelas frases prontas que todos insistem em repetir:
” Nada contra as praias da Bahia… Mas a da minha cidade é bem melhor”.
”Não que eu queria ser chato, NÃO É ISSO, IMAGINA, mas eu disse que era para ter escolhido um lugar melhor.”
Então fica na sua cidade, porra!
Vem pra cá, lota nossas praias, suja tudo ainda mais, aumenta a concorrência para a compra das nossas cervejas que aumenta o preço, e ainda reclamam, reclamam de tudo!
Ou então aqueles que gostam tanto, mas tanto, que acabam querendo ficar de vez. Até meus conterrâneos se revoltarem e botar os gringos para fora, ou então, no primeiro assalto eles vazam.
Os gringo vêm pá cá, pega as piriguete tudo, eu fico só chupando dedo no verão, sacanage! Também gosto de turista não, vei. Rapaz, tudo amarelo, têm graça ninhuma”.
Desabafo emocionante de um brother.
Não é que não goste de turista. Não gosto de turista de longa data, não gosto de turista que se sente muito em casa, não gosto de turista que esculhamba minha cidade. Na verdade, acho mesmo, que tenho é ciúmes da minha terra com cheirinho de dendê.
Eu sei que o inferno vai começar, a paciência tem que ser grandinha. Mas dá para dar boas risadas. E que venha o verão!

Aproveitem para assistir:
Aquela Parada! – Verão

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Sei que não sou da área de exatas, Newton que me desculpe, mas tenho certeza que nenhuma Lei da Física é tão mais certa e mais precisa quanto a Lei de Murphy.
Aprendi muito com a primeira fase da UFBA:
Aprendi que nunca é tarde para se ter uma religião;
Que não custa nada levar a quantidade de canetas, com cores sortidas, que pudermos carregar, e;
Manuais nunca mais serão menosprezados, sendo lido e relido, sem deixar passar nenhuma minudência.

Pow, convenhamos, tenho noção que Letras não é lá o curso mais concorrido da UFBA, que não é o caso de Jornalismo, então estudei até o meio do ano, até mudar de Jornalismo para Letras. Mas acreditava; eu passo!
Fui ainda mais confiante fazer a prova da 2ª fase. Um toró! O colégio do outro lado da cidade, me apressei, mas nada importava, eu estava confiante, a um passo de entrar na UFBA.
Claro, dessa vez aumentei o estoque do meu estojo;
2 borrachas (aquela de duas e cores e uma da verde), uma grafite (lapiseira), um lápis, apontador, 4 canetas (duas azuis e duas pretas); Comprovante de Inscrição, identidade velha e identidade nova… e acreditem, o resto é super relevante…
Já entrei na sala derrubando cadeira, mas isso era o de menos. Fora do colégio um dilúvio tomava Salvador, eu já tava encharcada mesmo, com o cabelo todo para cima e com uma camisa amarela. Juro que se tivesse alguma criança ela me pediria um autógrafo achando que eu fosse o Mufasa, só que numa versão mais “trash”.
Já me irritei logo de cara; segundo o manual, e isso não poderia ser mudado, o portão deveria fechar às 7:50,  mas por causa da chuva só foi fechado às 8:20, que dizer, que eu me lenho toda, saio de um lado da cidade de madrugada ainda, para chegar na hora, e eles dão aos meus concorrentes mais MEIA HORA? Sacanagem! (é isso aí, escrota mesmo!)
Ainda muito molhada, com a juba o cabelo pingando, recebi o cartão de resposta.
> Caneta esferográfica de tinta AZUL ou PRETA.
TOMAR NO CU, viu UFBA! Toda hora essa porra muda!
- Vai ser preto agora… inferno…
Claro, eu tinha que me apoiar no Cartão de Resposta, se eu não fizesse isso, e o CR não manchasse, ah, ah Deus, aí não era eu.
Por sorte – ou não – minha cadeira era ao lado da Janela, onde eu pude colocar o CR para secar, o qual uns 40 minutos depois, sai voando pelo jardim improvisado do pátio da escola.
Peguei CR da prova de Português, e adivinha? Assinei no lugar errado.
Gelei.
- Fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu, fudeu…
É impressionate, não sei como essa palavrinha de cinco letras invade nossa mente e toma conta de tudo.
Chamei a fiscal desesperadamente, e mostrei a minha lerdeza. Eu fiquei mais com pena ainda da fiscal com pena de mim;
- Oh meu amor, fiquei tranquila, não deve ter problema não. Faça sua prova numa boa, essa parte será destacada.
- É?
– Deve ser… mas é.

Quem é esse que consegue fazer a prova numa boa depois de estar encharcado, CR pingando, assinar o nome no lugar errado e sentar ao lado de uma janela de colégio público em um dia de chuva?
EU!
Está no inferno? Abraça o capeta!
Tema da redação: a importância dos sonhos para o homem.
Ah se fosse em primeira pessoa… Ia precisar de umas sete folhas daquela.

Eu não achei que fosse demorar tanto numa sala, mas fiquei no tempo limite, aliás, eu fui expulsa! A fiscal ficou me dando pressa, o tempo já estava acabando, as outras duas pessoas que estavam na sala queriam ir embora.
Saí morrendo de fome! Cambaleando pelas ruas do Canela, liguei para minha mãe, que demorou quase 2h para chegar, claro, naquele dia, justo naquele dia, Salvador parecia São Paulo em engarrafamento!

Meu segundo dia da 2ª fase foi tranquilo, apesar de que tinha um texto não verbal na prova de espanhol muito engraçado, que lembrava uma situação ainda mais engraçada com meus amigos, e eu ri anormalmente, a sala toda me olhando, inclusive o fiscal, que pediu para que eu parasse. O fiscal ameaçou chamar o fiscal-mor, aí sim eu fiquei séria.  Ele disse:
- Ta avisado, chega!

Chega? Chega de vestibular, pelamordeDeus!

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