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Ontem chegou pra mim uma versão de Britney Spears cantando Telephone, de Lady Gaga e parceiria da Beyoncé. Pow, se a música já era ruim com aquele travestir cantando, imagine agora na voz do auto-tune da Britney!
Britney já tinha recusado a música, mas também já tinha gravado, e essa gravação caiu na net. Bem na pegada daqueles filmes pornô, caiu na net. Ou seja, Paris Hilton devia gravar, tudo a ver com ela!
Não sei se acredito que é a Britney que esteja cantando, Britney tem língua presa parece, e ai, apesar de todos os efeitos (que são muitos), não parece a vozinha forçada na nossa princesinha do pop. Só pra lembrar que eu gosto da Britney, por influência muito forte mas gosto. Mas fala serio, só de lembrar que é uma música de Lady Gaga, a gente já se prepara pra não ouvir.
Faça o download da música Telephone, cantada por Britney aqui.


Auto-tune, é isso ai! rsrsrs Ela fez bem em não colocar essa música no album.
Efeitos sonoros é típico dessa loira LINDA!
Bri é foda cantando qual quer coisa!
bem, enquanto a lady gaga
ela é a fusão cultural pop
madonna+britney+marilyn manso+cher+david bower+MICHAEL JACKSON EM THRILLER = Ga-ga!
e enquanto a telephone deixo por conta dessa crítica
das revista de música mais importante do e.u.a…
Desde a divulgação da versão demo de Telephone na voz de Britney, os fãs não param de soltar comentários. O produtor Rodney Jerkins rapidamente confirmou que era mesmo Britney que cantava esta canção, mas qualquer “Britneyologista” nos primeiros instantes – ninguém pronuncia a consoante “r” ou tão logamente a vogal “e” como a nossa garota. A canção tem todas as características vocais de Britney, ou pelo menos o laptop que produz seu vocal. Mas mesmo assim, eu amo mais a versão cantada por Britney do que a versão brilhante de GaGa. Apesar de se tratar de uma produção não finalizada, ela consegue amplificar toda a raiva fervente na canção, se despindo para a combinação do som de uma matadora harpa e de uma garota baladeira viciada em Auto-Tune na paranóia.
Na real, Telephone têm muito da energia do sucesso de 2007 Piece of Me, provando mais uma vez o quanto Britney teve impacto sob a sonoridade do pop atual. As pessoas adoram debochar de Britney, e por que não, mas se Telephone prova algo, é que Blackout deve ser o álbum pop mais influente dos últimos cinco anos. A demo é mais leve do que a versão de GaGa, cortando o rock bombástico, mas isso apenas a torna mais linear e urgente. Reduz Telephone a uma máquina de produções, daquela harpa, que mais parece uma caixa mágica de efeitos vocais.
Britney usa o Auto-Tune como Bob Dylan usou sua gaita – para a pontuação, para a atmosfera, para um estranho efeito sonoro. É uma explosão de distorção vocal, dura na superfície, mas expressiva, capaz de soar de maneira muito divertida ou raivosa ou sedutora. Em Telephone, como em Piece of Me, o Auto-Tune proporciona o efeito vocal que a gaita proporciona à Dylan em It Ain’t Me, Babe – uma maneira de dizer ao mundo para tomar cuidado com você. Britney está falando com seu telefone, conversando com o garoto que continua a ligar, falando de forma compulsiva com seu telefone. A maneira que sua voz está e não está sob o efeito do Auto-Tune – principalmente quando não está – é totalmente brilhante. Como Bob Dylan (eu juro que essa é a última vez que vou mencionar o nome dele por agora, apesar das milhões de coisas que ele e Brit tem em comum), Britney adora fazer uma transição entre uma voz humana (Ei mundo, olhe para mim, eu sou uma estrela, eu sou alguém, preste atenção) e uma máquina de voz (Ei mundo, cai fora, você não pode me alcançar, eu não acredito em você, você é um mentiroso).
A questão não é saber se Britney está se fazendo funcionar. (Quando isso foi questão para uma estrela pop?) É o romance acontecendo entre a voz e a máquina. Parte do que faz de Britney a mais perfeita das perfeitas estrelas pop é a maneira que ela expressa sua personalidade, com mais paixão, quando se transforma em uma máquina – se render ao ritmo, desaparecendo na emoção do momento pop, cantando como um robô. É isso que faz soar tão humano, afinal. Em Telephone ela não quer mais pensar, nem falar, não quer sentir mais anda. Ela apenas quer ir para a pista e dançar ao ritmo das máquinas, até que se torne uma.
Nada poderia explicar a cosmologia Britney como uma canção sobre telefone, até porque são nessas canções que o artista distorce seus vocais para imitar uma ligação de telefone real – meus favoritos devem ser Telephone Line, da ELO, The Telephone Call, do Kraftwerk, ou talvez Make It Hot, da Missy Elliott, Timbaland e Nicole Wray. Mas é ideal para Britney – especialmente quando a canção funciona como um hino. Ela está meio ocupada. Ela está meio ocupada. Você não pode machucá-la, não pode sequer tocá-la. Porque ela está meio ocupada. Pode ligar o quanto quiser, pois ela não está em casa. Logo, você não irá alcançar seu telefone.
Definitivamente, não estou rebaixando a versão da Gaga – eu não poderia viver sem ela, e, principalmente sem seu vídeo épico com a participação de Beyonce. Mas Telephone tem muito haver com Britney, até aí não é grande surpresa que Gaga pode ter escrito a canção para Britney. Uma vez que Britney é a estrela pop perfeita, e canções sobre telefones são sempre excelentes, é um fato matemático que Telephone de Britney é a canção pop perfeita e o mundo é um lugar infinitamente melhor por ela existir.
Nota Bizarra: Apesar de todos os avanços na tecnologia telefônica dos últimos 25 anos, ambas as versões de Telephone tem seu final gravado com a antiga mensagem gravada no clássico de 1984, o punk rock “Answering Machine”, dos Replacements. Essa Britney – ela é tão punk.
recado dado
Li metade!
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